Cambio lingüístico

INOVAÇÃO LEXICAL E MUDANÇA LINGUÍSTICA: REFLEXÕES EM TORNO DA NEOLOGIA, COMPETÊNCIA LEXICAL E PERSPECTIVAS DE ENSINO

INOVAÇÃO LEXICAL E MUDANÇA LINGUÍSTICA: REFLEXÕES EM TORNO DA NEOLOGIA, COMPETÊNCIA LEXICAL E PERSPECTIVAS DE ENSINO

 

Rosana Maria Sant’Ana Cotrim – Universidade Federal de Rondonópolis

 

Toda língua é caracterizada pela evolução e mudança. No entanto, embora se tenha ciência de que a mudança alcance todos os componentes linguísticos, sem dúvida, o lexical é o que mais reflete a evolução das línguas, haja vista sua suscetibilidade à expansão, justamente por ser construído não só de regras, mas também por itens que traduzem o conhecimento da realidade cuja evolução é igualmente natural. À medida que as sociedades desenvolvem seus modos de conhecimento e apropriação do mundo, quer no âmbito natural e empírico, quer no científico ou técnico, ampliam-se as formas de designação da realidade e, consequentemente, seu repertório léxico. Léxico é aqui entendido como o conjunto virtual das unidades lexicais de uma língua, incluindo as neológicas, as que caíram em desuso, as atestadas e também as que são possíveis tendo em conta os processos de criação lexical disponíveis no sistema linguístico. O que engendra o fenômeno da inovação lexical e denota a competência lexical do falante, sendo esta concebida como a habilidade de criar ou avaliar novas unidades léxicas discursiva, gramatical e contextualmente satisfatórias. Assim, dada a necessidade do falante, os neologismos surgem como produtos da neologia. Nesse sentido, o estudo da inovação lexical, consolidado nos Estudos do Léxico, é capaz de permitir uma visão clara da evolução diacrônica da língua, não obstante se saiba que um neologismo possa ou não ser incluído no sistema linguístico, a depender da sua aceitação pela comunidade de falantes por meio de seu emprego reiterado e de sua respectiva desneologização. Em língua portuguesa, há vários processos disponíveis para a inovação lexical que se resumem, basicamente, a três mecanismos distintos: a criação de unidades léxicas que recorre a regras da própria língua; a reutilização das já existentes, às quais são atribuídos novos significados; e a importação de outras línguas. No que se refere à produtividade lexical da língua portuguesa do Brasil, tem-se observado nos últimos tempos uma profusão de unidades léxicas neológicas, especialmente oriundas da linguagem popular midiática registradas nas redes sociais, também da linguagem jornalística, entre outras de mesma natureza. O objetivo deste trabalho é, portanto, refletir sobre como e se o (re)conhecimento do fenômeno da criação lexical tem alcançado o ensino de língua portuguesa, considerada a importância e necessidade de desenvolvimento da competência lexical do falante dessa língua. Para tanto, apresentamos uma análise dos modos de abordagem desse fenômeno nos documentos oficiais do Ministério da Educação do Brasil que constituem os Guias PNLD 2017 – Ensino Fundamental/Anos Finais e PNLD 2018 – Ensino Médio, de Língua Portuguesa, cuja função é avaliar as coleções de manuais didáticos encaminhadas às escolas públicas para escolha e adoção pelos professores no triênio equivalente. Os resultados da nossa pesquisa demonstram a pouca visibilidade do tema nos guias e, por sua vez, nos manuais didáticos, apontando a necessidade de implementação de sua abordagem no ensino de língua portuguesa. Ademais, nossa proposta visa, pela compreensão dos Estudos do Léxico aplicados ao ensino de língua portuguesa, a ações que perspectivem o desenvolvimento da competência lexical do estudante e estimulem o seu entendimento como atuante nesse processo de inovação lexical e como coparticipante da mudança linguística, pela (re)nomeação da realidade que o cerca diante da virtualidade do sistema.

Palavras-chave: Inovação Lexical; Mudança Linguística; Neologia; Competência Lexical; Ensino.

 

 

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